Sol e Chuva

Friday, June 16, 2006

Areia

Jamile vive. Jamile vive em mim. Vive em meus sorrisos, vive do v(entre) das minhas coxas. Vive como já viveram e deixaram de viver. Deus meu, onde fui parar? Vejo-te no espelho, Jamile. E você não deixa de desviar o olhar,
de me fazer desolhar. Já se passaram tantas horas após a fechadura correr macia, qual água de rio, e você não me deixa enrubescer, Jamile.
Não deixa de ruborizar-se sem me ver. Sem te ver. Deixa Jamile.
Deixa eu ir-me. Ir-me pra longe; perto de ti.
Onde nem teus olhos nem tua pele entrelaçam-se à minha.
Deixa
Deixa
Deixa
Jamile vive. Jamile vive em mim. Vive em meus sorrios. Vive do v(entre) as minhas coxas. Mas principalmente, vive da areia de praia grudada aos meus pés.

7 Comments:

  • At 10:39 AM, Blogger Fada said…

    Poesia fina, na ponta dos grãos.

    O layout é mais bonito e, sobretudo, alegre.
    E não sei se era Espanha,
    mas estou com saudades :)

    Beijo enorme.

     
  • At 3:30 PM, Anonymous rebeca said…

    garoto..fantastico!

     
  • At 7:16 AM, Blogger Carolina Colares said…

    Renan,

    Seu blog está lindo.

    Vou vir sempre aqui.

    Naquele dia foi tudo em paz, mas perturbou meu coração... Ele não está tranqüilo...

    Queria conversar com você, me adiciona no msn: carolcolares@hotmail.com

    Já estou com saudade de nossas conversas...

    Se der me liga...

    Fica em paz me amigo,

    Beijos no seu coração,

     
  • At 7:46 PM, Anonymous Anonymous said…

    Ei, adivinha aí quem é q ta postando......
    é 1 pessoa q te ama mto caramba mas,......esquece...
    amei o txt, apesar d vc nao ter me mostrado e eu ter q vir aqui.
    1 abraço de doer o pescoço e q bjo.

     
  • At 6:30 PM, Blogger raukai said…

    bonito, bonito :)

    tem recursos legais, criativos e poéticos. metalinguagem é o que há \o//

     
  • At 6:19 PM, Anonymous Thales said…

    Continue escrevendo assim, seus escritos são bem legais. Espero poder conversar contigo em breve. Um abraço.

     
  • At 8:28 PM, Blogger Madara Señorita said…

    Prosa poética gostosa de ler. Percebe-se a perturbação do eu lírico na repetição de palavras, na inquietação do verso.

    Bom mesmo.

    Sorte pra vc nas suas próximas produções!

     

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